terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PIB - Piada da Incapacidade Brasileira

Andei pensando (sei, anda muito arriscado hoje em dia) sobre a capacidade intelectual e produtiva de uma população.

Li a notícia de que o Brasil passara o Reino Unido no Produto Interno Bruto, tornando-se a sexta economia do mundo.

Tive um segundo de euforia, depois um minuto de reflexão e pensei: Com 200 milhões de habitantes e com um território mais de 30 vezes superior, só passamos agora?

Pior, por míseros vinte e poucos bilhões de dólares? Quer dizer que se só um habitante se mudasse para lá ( por exemplo Eiki Batista), cairíamos para sétimo! rs...

Brincadeiras a parte, como um arquipélago com pouco mais de sessenta milhões de habitantes até hoje é uma potência econômica? 

Tive minha resposta algumas semanas atrás, antes do Brasil passar a terra da rainha. Passara por duas cidades do interior de Sergipe e olhava, pela janela do carro, as pessoas nas praças, calçadas e na via pública. Conversavam, jogavam, bebiam,... Nenhum trabalhando, ou com um livro, ou debatendo algum assunto de interesse nacional,... Simplesmente parados, esperando o dia de pagamento da prefeitura ou do INSS, ou quem sabe o fim do mundo.

O que esperar desses cidadãos? Que futuro aguarda uma nação sustentada por um punhado de explorados trabalhadores da classe média e média baixa? Que futuro esperar daqueles pobres coitados esquecidos pela coragem, inteligência e oportunidade? 

Nosso ministro tem razão, estamos a no mínimo vinte anos de qualquer país europeu, pelo menos isso significa que estamos a vinte anos de quebrar completamente! (Kkkk, desculpem, não podia perder a piada). 


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Fé nas Obras

Não escrevi errado. Não é um texto religioso, desculpem-me quem assim pensou.

Dizem que a fé sem obras é vã, mas as obras sem fé? Mais uma vez repito, o texto não é religioso. 

Milhões estão sendo indiscriminadamente, e sem licitação, gastos em obras faraônicas, estádios, puxadinhos em aeroportos, contratações de "consultorias", isenção de impostos, entre outras bizarrices. Enquanto isso os idiotas da classe média brasileira continuam a sustentar essa falácia de desenvolvimento econômico e social.

Até quando?

Engraçado que quem critica e denuncia é visto como babaca hipócrita, contra o desenvolvimento do Brasil! Nesse país, quem tenta falar ou mostrar a verdade deve ser considerado louco e precisa ser preso, afinal vivemos em uma democracia com politicos honestos e em um capitalismo justo e socialmente correto.

Isso me lembrou a música Perfeição da Legião Urbana. Quem não conhece, por favor, procure lê-la, antes que seja censurada.

Outra analogia sobre o problema pode ser vista na Europa. Em vez de procurar os verdadeiros culpados pela crise, os governantes criticam as agências de risco por falarem a verdade.

Não temos para onde fugir. Os políticos de lá são os de cá com mil anos a mais de experiência!

Aos menos eles têm fé, muita fé em suas obras, pilares fundamentais da manutenção da m... que aí está!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Etanol = EnganALL

O combustível limpo do nosso ex-querido presidente é tão limpo assim realmente?

Uma piada de extremo mau gosto alardeado como a salvação da humanidade.

Cada hectare de cana-de-açúcar queimada libera sete toneladas de gás carbônico na atmosfera. Ainda que a decomposição ocorra de forma gradual, sem fogo, serão seis toneladas de CO2. É pouco, mas pode garantir que a Terra não se torne um planetas deserto como Marte nos próximos duzentos anos. Ainda sim, 6 toneladas de poluição!

Mas esse não é o único problema da cana. Esse combustível limpo não abre espaço para outras culturas. Não se utiliza espaços improdutivos, ao contrário, se destrói plantações de subsistência aplicando a monocultura por longos quilômetros. Em Sergipe por exemplo, locais outrora produtores de milho, coco, arroz cerqueiro, laranja, coisas que alimentam, que sustentam, se renderam aos dólares do mercado de combustíveis. 

Voltamos a 1530? Será que brasileiro é tão burro que não aprende que, um país onde a maior parte da riqueza vem da exploração de suas terras, não evolui, depender da terra para gerar riquezas primárias é coisa de terceiro mundo! Que plantar somente uma cultura além de desgastar o solo ainda aumente o preço dos alimentos! Será que só eu estou achando a comida cada vez mais cara? O pior que esse absurdo ainda tem apoio do governo!

Combustível limpo é o vento, o sol, a água... Não compre essa enganação que foi criada somente para satisfazer os latifúndios de apadrinhados políticos e diminuir o consumo da gasolina para nos fazer acreditar que somos auto-suficientes, mas outra piada. 

E ainda não falei dos novos escravos das lavouras que rodam o país em condições miseráveis e sem perspectiva de melhoria de vida. Os senhores de engenho trocaram o chicote pelo salário de fome.

Quer ajudar o meio ambiente?

Deixe o carro na garagem, ao menos enquanto não se produz algo limpo de verdade. Vamos criar redes de carona solidária, usar bicicleta, andar mais, reclamar por transportes públicos de qualidade,... 

Faça sua parte, pois os políticos são tão bons quanto seus eleitores!


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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O seu, o meu e o nosso...


Estava assistindo ao filme Chaplin (pela 7º vez) quando passava uma cena onde Sir Chalie Chaplin interpretava Hitler, fazendo um discurso que foi entendido não apenas como uma crítica ao nazismo mas a todos os países que fazem do cidadão apenas um meio de sustentação e promoção de seus governantes e grandes empresários. Acabaram tratando-o como um “vagabundo” comunista inimigo do povo americano, sendo impedido inclusive de voltar aos EUA (USA) por um bom tempo. Pobre Charles!

Então, lembrei da famosa frase de Churchill sobre a diferença entre o capitalismo e o comunismo: “O capitalismo é a exploração do homem pelo homem, o comunismo é o inverso.”

Resumindo: Tudo a mesma m...

Mas como? E a história da divisão justa e igualitária dos bens, de que todos são iguais, que tudo deve pertencer a todos?! O comunismo é realmente lindo, no papel!

Basta vermos as desastrosas tentativas de instalar o comunismo na URSS que faliu e teve que abrir as portas para o capitalismo, na Coréia do Norte, extremamente dependente da China, em muitos países africanos onde o comunismo só fez agravar as diferenças econômicas, em Cuba que para não falir teve que voltar a ser parque de diversão dos americanos, e, na China que absurdamente chamam de comunismo, quando metade do país trabalha para manter o capitalismo pulsando.

Alguns argumentam que o isolamento (embargo) deles pelos outros países foi o principal motivo para o fracasso, bobagem! A União Soviética precisava de mais alguma coisa, física ou financeira, para ser uma grande potência?

O comunismo não deu certo por diversos fatores:

- O egoísmo humano. Pergunte a alguma mulher se quer ter uma bolsa idêntica a de todas as vizinhas. Ou você, quer ganhar o mesmo salário que todos os vizinhos ou quer cada vez mais? Afinal, quanto mais esforço mais merecedor?;

- A ausência de uma âncora, um pilar maior que um livro escrito por meros mortais. Engraçado os comunistas não gostarem de religião, quando as idéias fundamentais do comunismo têm origem nos ensinamentos pregados por Buda e Jesus, igualdade, equilíbrio e respeito pelo meio ambiente (quem conhece verdadeiramente a obra de Marx sabe o que estou falando); e

- Transformaram o Comunismo, em todos os países, sem exceção em DITADURA. Interessante, mas ninguém ter coragem dizer que o fascismo e o nazismo fizeram sucesso com as classes menos abastadas em virtude de possuírem a mesma ideologia comunista.

Uma pena é que apesar de acharmos que no capitalismo somos livres, deixamos 40% de todo nosso trabalho nas mãos dos governantes, em forma de impostos. Da sua corrente de ouro, por exemplo, só 20% é seu. 

E viva a estupidez humana!


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Laringe!!!




Ao ler na internet sobre a saúde do nosso ex-presidente, fiquei horrorizado com uma reportagem elaborada por jornalista do site G1 da Rede Globo.


Abrindo um parêntese para o motivo da reportagem, já havia até imaginado uma brincadeira de mau gosto que poderiam e fizeram com o Lula. Sobre sugerir que seu tratamento de combate ao câncer fosse feito na rede pública de saúde. Que absurdo! Tratá-lo como um simples brasileiro! Não é?!


Pois bem, o jornalista Daniel Buarque, fez uma reportagem elaborada falando sobre a “revolta” dos profissionais de saúde e os pacientes de câncer da rede pública, que não entendiam como poderiam fazer uma piada dessas uma vez que a rede de hospitais do SUS dá “exemplo” no combate ao câncer.


Falou sobre os investimentos crescentes do ministério, citando inclusive discurso do ministro da saúde, fechando com detalhes sobre a doença do presidente e o preconceito da população com relação ao câncer.


Ainda bem, para eles,  que este repórter e os entrevistados, como também o ex-presidente vivem no conto de fadas chamado São Paulo. Pena não conhecerem a realidade no resto do país, onde milhões de pacientes sofrem em “postões” de saúde, que mais parecem depósito de pacientes, sem equipamentos e sem médicos. Não precisa ir muito longe, lá ao lado, na região centro-oeste, por exemplo, parece soar como uma piada de mau gosto esta reportagem, não a sugestão de tratamento do ex-presidente.


Cadê a Globo das denúncias, que metia o dedo na ferida, Collor, PC Farias, Edir Macedo,...? Será que ficaremos na dependência da revista Veja? A única que tem coragem de jogar a m... no ventilador! As reportagens do Fantástico, por exemplo, parece que elegeram como únicos culpados da corrupção generalizada do país “alguns” burros e mal assessorados prefeitos dos interiores, verdadeiros ladrões de galinha quando vemos os milhões desviados dos Ministérios das ONGs brasileiras.


É uma pena! Rezo para que você tenha plano de saúde!


Reportagem:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/11/pacientes-de-cancer-no-sus-em-sp-comentam-tratamento-de-lula.html




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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Globalização da cultura e outros mitos




Existe um medo recorrente em diversos grupos de “estudiosos” que o fenômeno da globalização acabe destruindo hábitos, costumes, línguas, em suma, culturas inteiras podem desaparecer.

Realmente culturas podem desaparecer, como paleontologistas nos mostram a cada descoberta, civilizações já foram extintas por vulcões, terremotos, elevação dos níveis dos oceanos, deixando-nos poucas ou nenhuma informação sobre costumes, conhecimentos, etc.

Mas chega a ser absurdo achar que uma cultura simplesmente desapareça por completo pelo fato de existir outra “superiormente” mais “atrativa”.

Primeiro porque a cultura precisa de seres humanos para existir e a não ser que estes sejam “extintos” da face da Terra (devido, por exemplo, a um dos fatores do segundo parágrafo) sempre carregarão e transmitirão, ainda que instintivamente, características de sua cultura, por menores que possam ser com o passar dos séculos.

Segundo porque a civilização atualmente dita globalizada não se resume a uma cultura, mas a um conjunto de costumes e hábitos que muitas vezes repetidos pela maioria dos seres passam a falsa ilusão de se tratar de parte integrante de uma cultura. Exemplo: ir ao shopping para comer. Na época das cavernas, ir caçar não pode ser considerando característica de uma cultura, pois em todas as culturas se caçavam. O que se caçava, ou seja, comia, pode sim ser característica cultural, pois não encontramos os mesmos alimentos e gostos em todos os lugares. Outra característica é como se ia e o que trajava para caçar, ou seja, qual o meio de transporte e qual a roupa você usa para ir ao shopping.

O engraçado é que a globalização esta deixando o mundo mais próximo e as pessoas mais afastadas física e culturalmente, pois ao contrario do que se pensa, as culturas não estão sendo destruídas, mas entrelaçadas e multiplicadas: Uma cultura para cada pessoa.

Portanto, “estudiosos”, não fiquem tristes em saber que menos pessoas batem tambor e balançam chocalho a cada dia, desde que, é claro, informações importantes como nomes, medicamentos e história de cada cultura não se percam. Todos, inclusive aqueles que vocês acreditam defender, querem evoluir, conhecer novas culturas e criar seu próprio mundo cultural. E, ter aversão, por exemplo, a tecnologia, não contribui para manutenção de culturas, pois os inventos humanos não são capitalistas, comunistas, ou dessa ou daquela religião, são vitórias de nossa capacidade de criar e crescer, fato presente em qualquer cultura.

Quem não concordar é só comentar...

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domingo, 30 de outubro de 2011

O Palhaço



Não se trata de uma postagem sobre o eleitorado brasileiro!

Não gosto de ir ao cinema com grandes expectativas sobre um ou outro filme, pois se o filme é o que esperava, tudo bem, nada demais, caso contrário,...

Há um mês comecei a ver anúncios de um filme de Selton Melo, fiquei encantado e ansioso para assistir, O Palhaço!

O filme era o que esperava e mais um pouco! Poderia resumir como um belo exemplo de dinheiro público muito bem empregado.

Uma idéia simples, excelentes e baratos(no sentido salarial) atores, locações interessantes e provavelmente pouco dispendiosas. Voltando aos atores, que elenco! Selton, Paulo José, Jackson Antunes, Moacyr Franco, Tonico Pereira, Jorge Loredo( Zé bonitinho, hilário)...

Não houve tiros, não foi construído nenhum muro, nem utilizado helicópteros ou outros bens públicos. Um exemplo a ser seguido que só uma mente jovem, inteligente, culta e simples (do povo) como a de Selton Melo poderia ser.

O filme como qualquer outro também tem seus problemas, ainda mais com os orçamentos espartanos do cinema nacional (a exceção dos filmes de tiro ou de espíritos), porém o clima envolvente do filme nos faz sublimar pequenos detalhes e mergulhar no universo mágico do circo.


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domingo, 23 de outubro de 2011

Da Fé...


Fé cega, faca amolada,... Quem já ouviu essa música?

Estava assistindo a um seriado quando um médico aparece para dar o diagnóstico a um paciente. Avisou que as notícias não eram boas. O paciente afirmou que devia ser por ter desfeito um trato com Deus e ele parara de lhe ajudar. O médico com ar sarcástico disse que o paciente estava melhor e só estava mentindo para ele. O paciente disse então que Deus era misericordioso mesmo com quem não merecia. O médico descrente retrucou: - Então se você está curado ou não sempre será por causa Dele, brilhante argumento para justificar a sua fé. Então veio outra resposta:
“- A fé não é argumento...”

Mas então como provar uma crença sem argumentos?

Como analisar algo “inalisável”, algo que nunca poderá ser contestado ou provado!?

Lembro de uma pesquisa feita nos Estados Unidos que colocaram um grupo de religiosos, de diversas religiões, para orar por um grupo específico de pacientes (acho que uns 200). Tudo fora feito dentro dos preceitos científicos, com grupo de controle, pacientes aleatórios e tudo mais.

O resultado é que não houve diferença no percentual de cura. A que conclusão chegou-se? Nenhuma!

Os “argumentos” foram diversos:
- Quem deveria rezar eram os pacientes;
- Eles não mereceram o milagre;
- Os religiosos não eram tão religiosos assim;
- Minha religião não estava lá;
- Deus quis pregar uma peça (o meu favorito)...

Converso com Deus mais do que converso com as pessoas, nunca o ouvi, ao menos não através de sons. Às vezes recordo a história do cara que disse que a mulher falava com as plantas. O amigo perguntou se ele não ficava preocupado. Ele disse que não, pois ela disse que, por enquanto, não escuta elas responderem. 

Como eu queria provar cientificamente a existência de Deus!

Mas, será que isso o deixaria feliz? Afinal todos iriam acreditar que Ele existe, até o Sarney. Assim é fácil ser amado, acho que Ele prefere grandes emoções. A sensação de frio na barriga: “Serei lembrado na festa do Oscar? Vão colocar que Eu seja louvado na próxima cédula de Real?...”

Brincadeiras a parte, sem a existência de Deus, nosso planeta já teria sido destruído. Isso, posso provar! 

Existe uma constatação de um personagem do escritor Dostoiévski, que diz:
“Se Deus não existe, então tudo é permitido”

Não importa como você O chame, nem o que Ele representa à sua religião (ou ausência dela), mas sem a âncora moral chamada Deus, com certeza já teríamos destruído o planeta com alguma bomba ou algum experimento “ateu” (acabei de lembrar-me do Cern, meu Deus!).  O que impediria um ser de sair matando ou corrompendo  indiscriminadamente tudo e a todos? 
Precisaria ter a inteligência e o poder de um deus para não acreditar em outro! Contraditório mas incontestável!

Será que no futuro O encontraremos, ou o destruiremos?


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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Real do Polvo


Como a maioria já sabe, as cédulas de papel moeda do Real estão passando por modificações para melhoria nos quesitos de segurança.

Tirando o fato de que a nova criação também é mais uma forma que nosso ex-presidente (por quanto tempo poderemos manter o “ex”?) deixar sua marca na história do Brasil, e, de que parece que transformaram nossa moeda em Euro, acho válido o Banco Central buscar inovações como forma a dificultar o trabalho dos nossos criativos bandidos (não me refiro a nenhum político, sério!).

Ah! Por enquanto (como diria Renato) as cédulas antigas continuam valendo, portanto nada de se recusar a receber ou insistir para algum banco trocá-la.

Há um link na foto abaixo para o site do BACEN que explica as mudanças.

P.S.:  Evitem dor de cabeça: NÃO recebam cédulas de R$20,00 e R$50,00 manchadas de vermelho ou rosa, é o mesmo que receber uma cédula falsa.



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domingo, 16 de outubro de 2011

Da Vida...



Já citei a raiva, o amor, o poder, mas talvez algo muito maior que tudo, ou melhor, que engloba tudo, seja a coisa mais difícil de analisar: a Vida!

Quantos religiosos já tentaram entrelaçar fatos da vida aos “deuses”, cientistas buscaram encontrar evidências plausíveis e racionais para sua origem e motivos, poetas tentaram em vão retratar toda sua complexidade e beleza (ou horror) em versos e rimas pobres e ricas (ou ainda incompreensíveis).

Todos buscam um sentido, ou que sua teoria faça sentido. Pobres seres que necessitam de um motivo, que precisam de uma âncora. Como será a vida daqueles que voam sem asas ou correntes !?

Fiquei muito triste ao ouvir sobre um jovem rapaz de dezenove anos que estava feliz com seu primeiro emprego e ao passar em uma calçada, de repente, foi atingido por uma explosão, lançando-o morto.

Qual era o sentido da vida para este rapaz?
Qual é o sentido agora para ele e sua família?
Uma dor dilacerante ou conforto em alguma âncora?

Como a vida às vezes parece injusta, e como nós às vezes lhe damos características de um ser. Será que ela precisa ser justa, bonita, comprida,...

E qual a real importância da vida em uma religião?

Existe alguma religião onde a vida na Terra não é só uma passagem temporária?

Pior, será que a vida representa algo? 
Peço a Deus todos os dias para que Sim! 
E peço a mim mesmo para continuar acreditando nisso!

Como se pode notar, neste texto existe muito mais perguntas que respostas, assim é a vida!


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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

“Heróis”



Pergunta básica de história:

Morador da cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto-MG) liderou movimento de independência de Portugal como protesto contra altos impostos cobrados dos cidadãos “brasileiros”, viveu no século XVIII (17_ _), foi preso, enforcado e esquartejado?

T I R A ... seu cavalinho da chuva que estou falando de Felipe dos Santos!

Conhece?

Provavelmente não, ou não lembra. Pois os livros de história atribuem um ou dois parágrafos a Revolta de Vila Rica (ou Revolta de Felipe dos Santos), ocorrida em 1720, e um capítulo inteiro a Inconfidência Mineira, em 1792.

Será porque o sr. Felipe era pobre, provalvelmente negro, não tenha estudado na Europa, não tinha um pai fazendeiro e cheio de escravos, não era alferes (patente do exército)...

Ou simplesmente o governo militar (ditadura ou ditabranda como alguns querem)  precisava de um herói !!! Seja quem fosse! Desde que branco, rico, estudado, pertencente ao exército e defensor do interesse dos novos ricos “brasileiros”.

Quem será que são nossos heróis finalmente?

Simples! Pessoas como nós, que estavam no local certo (ou errado) no momento exato e com a quantidade de estupidez necessária para morrer por qualquer causa, ainda que fosse uma causa perdida. Afinal, a única independência que conquistamos foi de criar nossos próprios impostos!


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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mythbuster


Atendendo a pedidos vamos destrinchar essa história de “mariola com sal”.
Afinal, ingerir esse doce com sal, ajuda na pratica de esportes?
Faremos como Jack, vamos por partes.
Primeiro a composição química. A mariola é feita geralmente de goiaba, ou banana, com açúcar, então temos:
 - açúcar, potássio, vitamina C e sal;

Segundo, o que cada componente proporciona:
- Açúcar: Energia;
- Potássio: previne câimbras, regula a pressão osmótica e os batimentos cardíacos;
- Vitamina C: Facilita as reações químicas dando vigor e disposição física;
- Sal: Diminui a perda de líquidos e aumenta os pressão sangüínea e os batimentos cardíacos dos mais relaxados (bem verdade que mata os hipertensos). 

Se não fizer mal, no mínimo lhe dará energia de rápida absorção para a prática esportiva.
Tudo que não mata, engorda! (quem inventou isso nunca tomou óleo de rícino, kkk).  
Resumindo: Quem quiser que duvide, quem puder que acredite!

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sábado, 8 de outubro de 2011

Greve


O que os mineiros e industriários ingleses do século XIX, os metalúrgicos brasileiros final da década de setenta, os funcionários públicos gregos na última semana e os funcionários dos correios e bancários brasileiros têm em comum ?

Além do fato de terem feito ou estarem em greve, NADA MAIS!

Cada um luta pela causa que acha justa, ou pela que acredita ser.

Os ingleses há mais de cem anos lutavam contra condições de trabalho absurdas, 12, 14 horas diárias de trabalho, condições insalubres, salários abusivos.

Os funcionários públicos gregos: contra a atitude incompreensível do governo grego, indo de encontro a todos os preceitos econômicos e sociais, dando um "tiro no próprio pé", provocando uma recessão com intuito de tirar o país de uma crise econômica.

Os metalúrgicos na década de setenta mesclavam revolta com salários injustos, vontade de mudanças na política como o fim da ditadura e fortalecimento dos sindicatos, ou “presidentes” sindicais.

Os “carteiros” buscam demonstrar a deterioração do sistema postal brasileiro, em virtude de fatores anti-econômicos de transportes adotados pelo Brasil, “sucatirização”  dos Correios, aparentando querer (alguém) justificar uma futura privatização e uma quantidade exígua de funcionários.

Os bancários, infelizmente, esses, ainda não compreendi se sua manifestação vem de vontade própria, em virtude, por exemplo, de carga de trabalho estafante em agências cada vez mais lotadas ou se a “vontade” vem da tentativa de justificar e fortalecer a existência de entidades como os cada vez mais politiqueiros (não politizados) sindicatos e órgãos como a Febraban que parecem representar muito mais a vontade dos acionistas dos bancos privados do que o sistema bancário.

Greve que não é somente para reivindicar melhores condições de trabalho e respeito, não é greve, é ato político, injustificável e covarde, por usar meios legais de defesa dos trabalhadores. Fato muito usual nas greves brasileiras como se pôde ler nos últimos três parágrafos acima.


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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cinema


Sabe aquele filme que você não cansa de assistir?

Exemplo: Forrest Gump, 4 vezes; 
              Sonho de Liberdade, 3 vezes;
              Cidade de Deus, 3 vezes;
              Abril Despedaçado, 3 vezes;
              The Dreamers, 3 vezes...

Mas há aqueles que você daria tudo para não ter assistido, que você não entende como um ser dito pensante possa ter gostado de fazer, contracenar ou assistir.

Exemplo: A Alegria, 1 vez;
              Kill Bill, 1 vez;
              Fim dos tempos, 1 vez;
              Melancolia, 1 vez... Graças a Deus!!!

O primeiro, A Alegria, tive o desprazer de assistir na semana passada. Fiquei horrorizado como o dinheiro público pode ser gasto em películas que não transmitem nenhuma mensagem, não tem um roteiro no mínimo compreensível e manga (literalmente) da inteligência alheia com uma patético e apoteótico final de medonhas e incompreensíveis gargalhadas.

Incrível como empresas públicas e até o próprio governo investe nosso dinheiro em coisas que provocam vergonha alheia. Queira Deus, não seja exibido em nenhum festival no exterior!

Acho que a culpa é da imprensa que pressiona nossos cineastas. Se colocam explosões estão sendo Hollywoodianos, se fazem filmes com mensagem, são politicamente chatos, se são não “convencionais”, estão querendo ser europeus.

Acho que o autor daquele filme se revoltou e disse: Vou fazer algo tão incompreensível que ninguém poderá analisar para me criticar!


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domingo, 2 de outubro de 2011

do Poder



Como evitar, como não se tornar tentado? A quem diga que o ser humano é fraco, fácil de convencer, impressionável, previsível.

 “Quer conhecer um homem, dê a ele o poder!” Quem será que disse isso?

Será que poderíamos utilizar outro viés e observamos a natureza? (se bem que também fazemos parte dela...)

Imagine quantos leões, ursos ou tigres já brigaram pelo poder! Ser o macho alfa, o líder da manada, o primeiro a morder o pedaço de carne.

Talvez a diferença entre o “poder” racional e o da natureza, seja a subjetividade, a encenação e as mascaras alegóricas utilizadas na frente do poder. Incrível é que essas características citadas são dos supostos seres racionais.

Sejam presidentes, monarcas, capitalistas, comunistas, terroristas,...,jornalistas, tudoistas,...
Sempre há uma questão supostamente maior para justificar o poder: religião, território, dinheiro, justiça social (kkkk, esse último é o favorito no Brasil)...

Vemos pessoas morrendo todos os dias na televisão, mas não, não é por causa do petróleo do Oriente Médio, nem por questões religiosas, muito menos terra, é o maldito poder!

O que movia Alexandre, o grande (grande carente): precisava de mais terras para a minúscula população da Macedônia ou compensava algo pequeno?

E Napoleão: estava procurando a cura para sua gastrite, ou sua loucura?

Hitler: Devia ser muito religioso, não?

O Bush(qual quer um dos dois): buscar os terroristas, desde que estivessem em um país produtor de petróleo?

“É preciso mostrar que o nosso lado está certo, não importam os meios (como diria Nicolau) somente assim nossa nação encontrará a paz de espírito! Afinal, Deus sempre está do lado de quem vai vencer (como diria Renato).” Assinado: qualquer estúpido ser humano!


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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Terra!



Engraçado como alguns modismos vão e vem, principalmente na internet.

Porém, algo que tenho certeza tornou-se parte de nossas vidas e tão indispensável hoje em dia quanto abastecer o carro antes de uma viagem é a presença do Google Eath. Você pode até não saber, mas as imagens do satélite no seu GPS ou celular existem graças a tecnologia desenvolvida pelo google. (tadinho do guia Quatro Rodas)

Outro grande aliado presente neste aplicativo é o site Panoramio, onde podemos colocar imagens de fotografias de nossa cidade ou locais que visitamos e compartilhar as belezas naturais e arquitetônicas de uma região.

Não me canso de olhar a imagem acima (tem um link para o site na foto). E existem milhões de imagens iguais a essa que nos fazem conhecer regiões distantes como se lá estivéssemos.

É uma verdadeira viagem, e, sem gastar um centavo.


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sábado, 24 de setembro de 2011

Viva la fiesta !!!



Adivinhe em que ano estamos: 2021 ou 2011 ?

vejamos,...

Imagine um país que cresce numa média superior aos demais do seu bloco econômico, cada vez mais elevada expectativa de vida e melhoria na educação. Com crescimento considerável de seu PIB, vê no turismo grande possibilidade de aumento de divisas.

Porém há sete anos, um grande evento esportivo, aumento desenfreado de gastos públicos, excesso de burocracia e corrupção generalizada afundaram o país em uma crise sem precedentes. Nem suas belezas naturais, sua cultura e arte, sua população trabalhadora e sofredora de pesada carga tributária, conseguiu sustentar esse país.

A resposta, caros amigos, depende de outro fator: De qual país estamos falando?

Se for da Grécia, 2011, se for o Brasil, deus queira que não, 2021!

É por isso que tenho certeza que todos os “videntes” são ótimos conhecedores de história!!!



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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Power!



Estava pensando ultimamente (sei que isso é muito perigoso! kkk) sobre os riscos/benefícios da energia nuclear. Quando vi a manchete num jornal sobre um problema em uma usina francesa, o assunto reacendeu à mente.

Quando aconteceram os vazamentos na usina japonesa após o terremoto do começo do ano, grande parte dos governantes, principalmente na europa, correram para afirmar que abandorariam grande parte de suas usinas em detrimento de outras fontes energéticas, pois a energia nuclear demonstrara ser muito "perigosa".

Estranho!!! É no mínimo estranho!!!!

Precisamos por a mão no fogo para ter certeza que queima?

Eles não sabia disso há 40 anos atrás?

Existe terremoto na Europa na mesma escala dos japoneses?

Ou está faltando dinheiro para manutenção das caríssimas instalações nucleares???!!!???

Meu medo é que o individamento dos países europeus seja motivo maior para voltarmos no tempo e privilegiarmos formas de energia mais baratas e SUJAS como o carvão e o petróleo.

Incrível é que não importa o país nem a forma de governo, os governantes sempre encontram formas de fazerem o que não é certo vestindo de ares de não haver outra solução, buscando a comoção de uma população mundial cada vez mais burra, alienada e impressionável.

Poluição, violência, corrupção e estupidez matam umas mil vezes mais que qualquer usina nuclear.


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sábado, 10 de setembro de 2011

Cinzento!



Quando tirei a foto acima, não percebi de imediato a quantidade de
simbolismos presentes. Buscava retratar os pombos enquanto levantavam
voo. Estava dentro de um ônibus parado a uns 60 metros da igreja. Meu
primeiro objetivo era fotografar os pombos ao pé da cruz.

Três de algumas das bases fundamentais da nossa humanidade:
Fé - a busca constante de se ancorar ao algo maior, que nos dê
sustentação e segurança.

Voz - a capacidade de ouvir, ser ouvido e às vezes aprender, ainda que
escutemos somente o que nos interessa, falemos mais do que pensamos e
aprendamos o suficiente para nos sentirmos um alguém (ou ao menos
acharmos).

Liberdade - para voar como um pássaro, ainda que estejamos presos sob a
sombra de uma cruz ou em um minúsculo planeta da via láctea.

Mas é só uma foto..., talvez esteja viajando na maionese, ou no molho
de mel e mostarda do Subway, vai saber...


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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cinema

Assisti um filme de Lars Von Trier esta tarde. Ele está muito longe de ser o brilhante cineasta que ele mesmo acredita ser. Apesar disto, fiquei enojado com a reação de alguns babacas na sala de projeção, rindo inexplicavelmente ao final do filme, como se fossem melhores ou mais inteligentes que o autor ou as pessoas naquela sala. Quase gritei: - Vai assistir ao Lanterna Verde e não enche ô babaca!


Por que as pessoas tem tanta vergonha, ou quem sabe medo, do que os outros pensam sobre seus pensamentos ou idéias? Por que simplesmente não respeitamos o pensamento alheio e buscamos entender o porquê do mesmo?


A imagem que veio a minha mente na hora foi do Hitler atirando livros na fogueira. Acho que não faria isso nem com um DVD contendo o filme Conan ou um show de Arrocha! Afinal, para saber o que é bom, é preciso conhecer o outro lado.

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domingo, 7 de agosto de 2011

Dicas de Sites

Demorei, mas voltei,


Tenho duas dicas interessantes de sites,


Uma é da revista Superinteressante da editora Abril, que disponibilizou um site com arquivo de todas as revistas até 2007, a revista é muito interessante (que trocadilho infame), de GRAÇA então, melhor ainda!!!


http://super.abril.com.br/superarquivo/index_superarquivo.shtml


Outra dica é da rádio UFS, com um repertório variado e programas criativos, feitos em grande parte por alunos da própria Universidade Federal de Sergipe:

http://www.infonet.com.br/radioufsfm/


Há, uma dica legal de navegação: clique com o botão direito do mouse em cima do link que vc quer e clique em "abrir na nova guia", assim vc não perde a página que estava, nem fica com um monte de janelas abertas.


Fui!


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terça-feira, 19 de julho de 2011

Conhecimento X Informação

Existe uma falácia propagada aos quatro ventos de que vivemos na era do conhecimento. Ledo engano! Vivemos sim no mundo cuja informação é cada vez mais acessível, barata e descartável. Basta digitar uma palavra e clicar no botão “pesquisar”: Tudo destrinchado, esmiuçado, desnudado, sem qualquer necessidade de raciocínio, esforço do pensar.
Há um festival de ctrl+c e ctrl+v, até em trabalhos acadêmicos, onde o conhecimento deveria ser gerado e incentivado.  Nada se cria, tudo se copia! 

Onde foi que a humanidade errou? Onde paramos de pensar por meios próprios e passamos a adotar pensamentos alheios? Onde começamos a ser medíocres leitores e copiadores, sem senso crítico para analisar um simples enunciado de questão de vestibular, ou incapaz de redigir um texto argumentativo sobre um tema proposto?

Vendo as pessoas à volta, fico imaginando se aquele indivíduo que executa um serviço pára ao menos por alguns segundos para fazer uma análise ainda que superficial sobre sua vida, suas atitudes, ou até sobre a mera atividade laboral por ele desenvolvida. Será mais um “bicho” a executar uma ação, ou o ser pensante descendente daqueles que saíram das cavernas, dominaram as florestas e savanas, o fogo, e criou a magia da escrita?!

“... A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, ...Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas informação, não a instrução...Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma,...”.

O parágrafo acima em destaque, são trechos de um obra escrita em 1851 pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Cerca de 160 anos depois, o quanto evoluímos na arte de pensar e na construção do CONHECIMENTO ???

Como diria o Sr. Omar: - Trágico!



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sábado, 2 de julho de 2011

do Amor...

O que será que faz dois seres, ou pelo menos um deles, apaixonar-se pelo outro? Poderíamos pensar cientificamente, falando serem os feromôneos exalados por suas peles, seus cabelos. Ou espirituais, acreditando terem nascidos um para o outro, que suas almas gêmeas necessitam unir-se para evoluírem e serem verdadeiramente felizes neste ou noutro plano. Vai saber! Acho que prefiro acreditar em dois seres pensantes com cérebros desenvolvidos suficientemente para analisarem gostos e preferências, respeito e atitudes, buscando congraçamento de interesses, objetivando uma união estável e feliz. Nossa! Parece coisa de advogado.

Esquece, não sei verdadeiramente no que acredito. Mas o amor, seja lá do que se origine, ou no que interfira, espírito ou cérebro, é simplesmente o sentimento mais sublime que um indivíduo pode ter. Talvez só os humanos possam amar. Será pela nossa mente evoluída, ou será por uma peça ingrata pregada por esta mesma questionável inteligência? É possível que a evolução da inteligência humana tenha nos afetado de tal forma que começamos a criar sentimentos que possam existir somente em peças teatrais ou filmes.

A sublimidade do amor reside no fato de que um ser pode, simplesmente pelo fato de tê-lo, o amor, ser capaz das maiores besteiras em nome do ser amado, ainda que esse amor não seja correspondido. Outro detalhe sobre o amor, é que nunca sabemos se ele existe realmente, até que o sentimento se acabe. Ou seja, não podemos identificar com segurança a presença do amor, apenas a sua ausência. Trágico!

Ah! Tudo isso que foi escrito, acredite, serve para qualquer um dos tipos de amor: Eros, Filia ou Ágape. Pois até este último, o ágape, precisa de certo nível de inteligência para ser gerado, não se sabe a sua real motivação e o principal, poderá sempre ser desacreditado pelo simples fato de que, como todo sentimento, é invisível aos olhos humanos.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

da Raiva...

Uma vez sentado a frente da televisão, acredito que com 16 anos de idade, assistia um jornal, quando me deparei com crianças passando fome no sertão de certo país de outro, digo, de terceiro, mundo. Aquilo me dilacerou por dentro de tal forma que chorei compulsivamente durante toda noite. Talvez hormônios da adolescência, ou falta de estrutura emocional, ou pior, excesso de coragem para querer mudar uma sociedade cada vez mais imutável. Doce e perigosa ilusão.

Nunca saberei se naquele momento, ou como processo natural durante toda a infância, nascia um sentimento de indignação, muito mais parecido com raiva, do que com coragem propriamente dita, capaz de gerar mudanças. Alguns psicólogos e estudiosos associam a raiva como um sentimento de desconhecimento com o ser ou a coisa odiada. O indivíduo simplesmente não compreende como tal “coisa” é ou funciona, e, apenas odeia, quer ignorar, não aceitar, ou destruir. Estranho sentir algo capaz até de destruir, quando a origem do sentimento foi de indignação, de querer ser e fazer pessoas e sociedade mais justas, corretas com os seus e os dos outros.

Imaginemos alguém parado em seu carro, no trânsito, aguardando o sinal ficar verde. O semáforo finalmente muda de cor e o carro a frente parece não se importar. O indivíduo então franze a testa e olha a frente tentando obter uma explicação lógica nos primeiros milésimos de segundo, quanta paciência! Então, o segundo passo, a buzina. Eis que o cidadão resolve cooperar e o mundo volta a sorrir para os carros atrás. Em alguns segundos o nível de estresse do indivíduo volta ao normal, os batimentos cardíacos em alguns minutos estabilizará.

Colocando um pouco mais de emoção, imagine que o carro a frente não se comova com a buzina. Virá outra com mais raiva. Será acompanhada a seguir de uma sinfonia dos demais carros. O indivíduo de trás se indignará ainda mais e tentará a sua maneira, compreender o ocorrido. – É inadmissível que o “mala” a frente não perceba o quanto inconveniente esta sendo!

O que terá ocorrido? Será ser uma idosa tentando compreender o câmbio do seu automóvel ou enxergar a cor do sinal? Pode ser problema mecânico? Ou o favorito dos raivosos, o que justifica os minutos de estresse e a meia hora de batimentos cardíacos adulterados, a “displicência”. Como saber se o sentimento do condutor é mera e incompreensível “raiva”? Simples! Ele sentirá prazer, ainda que não admita nem a si mesmo, de provar sua teoria, de que o motorista à frente esta pouco se importando com os demais, é um ser displicente, insensível, mesquinho, e, que ele, o autor da primeira buzina, é apenas um paladino do bom senso e defensor dos injustiçados.

Talvez o primeiro sinal de deturpação do sentimento é a procura por uma justificativa que o mascare com ar de nobreza. Quando na verdade, a busca deveria ser pelo autocontrole, pelo equilíbrio. Ninguém é capaz de corromper o próximo. Pensar no contrário é o mesmo que acreditar que é possível motivar aos outros por fatores externos. Não fazemos alguém ficar feliz em ganhar chocolate de presente, se aquele indivíduo não gostar de chocolate. Então por quer aceitar um sentimento que nos traz desequilíbrio? Porque é mais fácil agir, do que pensar. Temos mais músculos do que massa cerebral e em situações de estresse, o corpo procura auto-proteção buscando guardar a energia para funções vitais necessárias a sobrevivência, e, pensar não é necessário para poder existir. Perdão Descartes, mas se o “penso, logo existo” fosse verdade, então não desmaiaríamos quando o fundamental ao corpo é manter o coração batendo.


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sábado, 18 de junho de 2011

Dicas de sites


Ola pessoal, em clima de Junino, deixo duas dicas legais de sites.

O primeiro para quem gosta de livros e não quer gastar muito, ou quem esta atrás de raridades que não encontramos em qualquer livraria. Já fiz compras neste site e recomendo, é muito interessante:

http://www.traca.com.br/

O segundo é para quem não conhece muito bem Aracaju e que ficar por dentro das linhas de ônibus, já que táxi além de ser ecologicamente incorreto está caro pra caramba:

http://www.smttaju.com.br/linhas-horarios-e-itinerarios-dos-onibus/itinerarios


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domingo, 12 de junho de 2011

A inexistência do amor


Há pessoas que não podem ler o que vai ser escrito neste post. Porque? Ora, pelo simples fato de que ele trata de uma coisa bem básica e ilusória:

O AMOR

Essa palavra, que na maioria das bocas sai sob formas e sabores diversos, é básica porque a partir do momento em que inventaram-na criaram uma das mais importantes palavras da história da humanidade. Em nome dela é que religiões tornaram-se populares, pessoas tornam-se solidárias, casais se unem, famílias são formadas, o comércio lucra.

Mas quando a sua existência restringe-se a um relacionamento e quando há um "deslize" entre uma das partes o tal do amor some, ou seja, sumiu antes, durante e depois do deslize. Essa palavra em questão exige invariavelmente, em algumas situações, o apoio de outra:

O PERDÃO

O verbo perdoar exprime a ação de "passar a mão" sobre algum deslize, falha, falta, etc.. Ela é extremamente difícil de executar, mas não impossível.

Voltando para o amor, no meu ponto de vista ele não existe na forma que todos poetizam, cantam, falam. Na verdade o que existe é a situação de conforto. Ora, se minha parceira me trata bem, porque vou deixá-la? Por que vou traí-la? Deu para entender?

Então, o amor EXISTE OU NÃO EXISTE? Bom, na verdade ele existe, mas no PENSAMENTO COLETIVO de quem necessita sempre LUCRAR com os sentimentos de alguém.