segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Globalização da cultura e outros mitos




Existe um medo recorrente em diversos grupos de “estudiosos” que o fenômeno da globalização acabe destruindo hábitos, costumes, línguas, em suma, culturas inteiras podem desaparecer.

Realmente culturas podem desaparecer, como paleontologistas nos mostram a cada descoberta, civilizações já foram extintas por vulcões, terremotos, elevação dos níveis dos oceanos, deixando-nos poucas ou nenhuma informação sobre costumes, conhecimentos, etc.

Mas chega a ser absurdo achar que uma cultura simplesmente desapareça por completo pelo fato de existir outra “superiormente” mais “atrativa”.

Primeiro porque a cultura precisa de seres humanos para existir e a não ser que estes sejam “extintos” da face da Terra (devido, por exemplo, a um dos fatores do segundo parágrafo) sempre carregarão e transmitirão, ainda que instintivamente, características de sua cultura, por menores que possam ser com o passar dos séculos.

Segundo porque a civilização atualmente dita globalizada não se resume a uma cultura, mas a um conjunto de costumes e hábitos que muitas vezes repetidos pela maioria dos seres passam a falsa ilusão de se tratar de parte integrante de uma cultura. Exemplo: ir ao shopping para comer. Na época das cavernas, ir caçar não pode ser considerando característica de uma cultura, pois em todas as culturas se caçavam. O que se caçava, ou seja, comia, pode sim ser característica cultural, pois não encontramos os mesmos alimentos e gostos em todos os lugares. Outra característica é como se ia e o que trajava para caçar, ou seja, qual o meio de transporte e qual a roupa você usa para ir ao shopping.

O engraçado é que a globalização esta deixando o mundo mais próximo e as pessoas mais afastadas física e culturalmente, pois ao contrario do que se pensa, as culturas não estão sendo destruídas, mas entrelaçadas e multiplicadas: Uma cultura para cada pessoa.

Portanto, “estudiosos”, não fiquem tristes em saber que menos pessoas batem tambor e balançam chocalho a cada dia, desde que, é claro, informações importantes como nomes, medicamentos e história de cada cultura não se percam. Todos, inclusive aqueles que vocês acreditam defender, querem evoluir, conhecer novas culturas e criar seu próprio mundo cultural. E, ter aversão, por exemplo, a tecnologia, não contribui para manutenção de culturas, pois os inventos humanos não são capitalistas, comunistas, ou dessa ou daquela religião, são vitórias de nossa capacidade de criar e crescer, fato presente em qualquer cultura.

Quem não concordar é só comentar...

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domingo, 30 de outubro de 2011

O Palhaço



Não se trata de uma postagem sobre o eleitorado brasileiro!

Não gosto de ir ao cinema com grandes expectativas sobre um ou outro filme, pois se o filme é o que esperava, tudo bem, nada demais, caso contrário,...

Há um mês comecei a ver anúncios de um filme de Selton Melo, fiquei encantado e ansioso para assistir, O Palhaço!

O filme era o que esperava e mais um pouco! Poderia resumir como um belo exemplo de dinheiro público muito bem empregado.

Uma idéia simples, excelentes e baratos(no sentido salarial) atores, locações interessantes e provavelmente pouco dispendiosas. Voltando aos atores, que elenco! Selton, Paulo José, Jackson Antunes, Moacyr Franco, Tonico Pereira, Jorge Loredo( Zé bonitinho, hilário)...

Não houve tiros, não foi construído nenhum muro, nem utilizado helicópteros ou outros bens públicos. Um exemplo a ser seguido que só uma mente jovem, inteligente, culta e simples (do povo) como a de Selton Melo poderia ser.

O filme como qualquer outro também tem seus problemas, ainda mais com os orçamentos espartanos do cinema nacional (a exceção dos filmes de tiro ou de espíritos), porém o clima envolvente do filme nos faz sublimar pequenos detalhes e mergulhar no universo mágico do circo.


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domingo, 23 de outubro de 2011

Da Fé...


Fé cega, faca amolada,... Quem já ouviu essa música?

Estava assistindo a um seriado quando um médico aparece para dar o diagnóstico a um paciente. Avisou que as notícias não eram boas. O paciente afirmou que devia ser por ter desfeito um trato com Deus e ele parara de lhe ajudar. O médico com ar sarcástico disse que o paciente estava melhor e só estava mentindo para ele. O paciente disse então que Deus era misericordioso mesmo com quem não merecia. O médico descrente retrucou: - Então se você está curado ou não sempre será por causa Dele, brilhante argumento para justificar a sua fé. Então veio outra resposta:
“- A fé não é argumento...”

Mas então como provar uma crença sem argumentos?

Como analisar algo “inalisável”, algo que nunca poderá ser contestado ou provado!?

Lembro de uma pesquisa feita nos Estados Unidos que colocaram um grupo de religiosos, de diversas religiões, para orar por um grupo específico de pacientes (acho que uns 200). Tudo fora feito dentro dos preceitos científicos, com grupo de controle, pacientes aleatórios e tudo mais.

O resultado é que não houve diferença no percentual de cura. A que conclusão chegou-se? Nenhuma!

Os “argumentos” foram diversos:
- Quem deveria rezar eram os pacientes;
- Eles não mereceram o milagre;
- Os religiosos não eram tão religiosos assim;
- Minha religião não estava lá;
- Deus quis pregar uma peça (o meu favorito)...

Converso com Deus mais do que converso com as pessoas, nunca o ouvi, ao menos não através de sons. Às vezes recordo a história do cara que disse que a mulher falava com as plantas. O amigo perguntou se ele não ficava preocupado. Ele disse que não, pois ela disse que, por enquanto, não escuta elas responderem. 

Como eu queria provar cientificamente a existência de Deus!

Mas, será que isso o deixaria feliz? Afinal todos iriam acreditar que Ele existe, até o Sarney. Assim é fácil ser amado, acho que Ele prefere grandes emoções. A sensação de frio na barriga: “Serei lembrado na festa do Oscar? Vão colocar que Eu seja louvado na próxima cédula de Real?...”

Brincadeiras a parte, sem a existência de Deus, nosso planeta já teria sido destruído. Isso, posso provar! 

Existe uma constatação de um personagem do escritor Dostoiévski, que diz:
“Se Deus não existe, então tudo é permitido”

Não importa como você O chame, nem o que Ele representa à sua religião (ou ausência dela), mas sem a âncora moral chamada Deus, com certeza já teríamos destruído o planeta com alguma bomba ou algum experimento “ateu” (acabei de lembrar-me do Cern, meu Deus!).  O que impediria um ser de sair matando ou corrompendo  indiscriminadamente tudo e a todos? 
Precisaria ter a inteligência e o poder de um deus para não acreditar em outro! Contraditório mas incontestável!

Será que no futuro O encontraremos, ou o destruiremos?


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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Real do Polvo


Como a maioria já sabe, as cédulas de papel moeda do Real estão passando por modificações para melhoria nos quesitos de segurança.

Tirando o fato de que a nova criação também é mais uma forma que nosso ex-presidente (por quanto tempo poderemos manter o “ex”?) deixar sua marca na história do Brasil, e, de que parece que transformaram nossa moeda em Euro, acho válido o Banco Central buscar inovações como forma a dificultar o trabalho dos nossos criativos bandidos (não me refiro a nenhum político, sério!).

Ah! Por enquanto (como diria Renato) as cédulas antigas continuam valendo, portanto nada de se recusar a receber ou insistir para algum banco trocá-la.

Há um link na foto abaixo para o site do BACEN que explica as mudanças.

P.S.:  Evitem dor de cabeça: NÃO recebam cédulas de R$20,00 e R$50,00 manchadas de vermelho ou rosa, é o mesmo que receber uma cédula falsa.



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domingo, 16 de outubro de 2011

Da Vida...



Já citei a raiva, o amor, o poder, mas talvez algo muito maior que tudo, ou melhor, que engloba tudo, seja a coisa mais difícil de analisar: a Vida!

Quantos religiosos já tentaram entrelaçar fatos da vida aos “deuses”, cientistas buscaram encontrar evidências plausíveis e racionais para sua origem e motivos, poetas tentaram em vão retratar toda sua complexidade e beleza (ou horror) em versos e rimas pobres e ricas (ou ainda incompreensíveis).

Todos buscam um sentido, ou que sua teoria faça sentido. Pobres seres que necessitam de um motivo, que precisam de uma âncora. Como será a vida daqueles que voam sem asas ou correntes !?

Fiquei muito triste ao ouvir sobre um jovem rapaz de dezenove anos que estava feliz com seu primeiro emprego e ao passar em uma calçada, de repente, foi atingido por uma explosão, lançando-o morto.

Qual era o sentido da vida para este rapaz?
Qual é o sentido agora para ele e sua família?
Uma dor dilacerante ou conforto em alguma âncora?

Como a vida às vezes parece injusta, e como nós às vezes lhe damos características de um ser. Será que ela precisa ser justa, bonita, comprida,...

E qual a real importância da vida em uma religião?

Existe alguma religião onde a vida na Terra não é só uma passagem temporária?

Pior, será que a vida representa algo? 
Peço a Deus todos os dias para que Sim! 
E peço a mim mesmo para continuar acreditando nisso!

Como se pode notar, neste texto existe muito mais perguntas que respostas, assim é a vida!


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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

“Heróis”



Pergunta básica de história:

Morador da cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto-MG) liderou movimento de independência de Portugal como protesto contra altos impostos cobrados dos cidadãos “brasileiros”, viveu no século XVIII (17_ _), foi preso, enforcado e esquartejado?

T I R A ... seu cavalinho da chuva que estou falando de Felipe dos Santos!

Conhece?

Provavelmente não, ou não lembra. Pois os livros de história atribuem um ou dois parágrafos a Revolta de Vila Rica (ou Revolta de Felipe dos Santos), ocorrida em 1720, e um capítulo inteiro a Inconfidência Mineira, em 1792.

Será porque o sr. Felipe era pobre, provalvelmente negro, não tenha estudado na Europa, não tinha um pai fazendeiro e cheio de escravos, não era alferes (patente do exército)...

Ou simplesmente o governo militar (ditadura ou ditabranda como alguns querem)  precisava de um herói !!! Seja quem fosse! Desde que branco, rico, estudado, pertencente ao exército e defensor do interesse dos novos ricos “brasileiros”.

Quem será que são nossos heróis finalmente?

Simples! Pessoas como nós, que estavam no local certo (ou errado) no momento exato e com a quantidade de estupidez necessária para morrer por qualquer causa, ainda que fosse uma causa perdida. Afinal, a única independência que conquistamos foi de criar nossos próprios impostos!


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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mythbuster


Atendendo a pedidos vamos destrinchar essa história de “mariola com sal”.
Afinal, ingerir esse doce com sal, ajuda na pratica de esportes?
Faremos como Jack, vamos por partes.
Primeiro a composição química. A mariola é feita geralmente de goiaba, ou banana, com açúcar, então temos:
 - açúcar, potássio, vitamina C e sal;

Segundo, o que cada componente proporciona:
- Açúcar: Energia;
- Potássio: previne câimbras, regula a pressão osmótica e os batimentos cardíacos;
- Vitamina C: Facilita as reações químicas dando vigor e disposição física;
- Sal: Diminui a perda de líquidos e aumenta os pressão sangüínea e os batimentos cardíacos dos mais relaxados (bem verdade que mata os hipertensos). 

Se não fizer mal, no mínimo lhe dará energia de rápida absorção para a prática esportiva.
Tudo que não mata, engorda! (quem inventou isso nunca tomou óleo de rícino, kkk).  
Resumindo: Quem quiser que duvide, quem puder que acredite!

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sábado, 8 de outubro de 2011

Greve


O que os mineiros e industriários ingleses do século XIX, os metalúrgicos brasileiros final da década de setenta, os funcionários públicos gregos na última semana e os funcionários dos correios e bancários brasileiros têm em comum ?

Além do fato de terem feito ou estarem em greve, NADA MAIS!

Cada um luta pela causa que acha justa, ou pela que acredita ser.

Os ingleses há mais de cem anos lutavam contra condições de trabalho absurdas, 12, 14 horas diárias de trabalho, condições insalubres, salários abusivos.

Os funcionários públicos gregos: contra a atitude incompreensível do governo grego, indo de encontro a todos os preceitos econômicos e sociais, dando um "tiro no próprio pé", provocando uma recessão com intuito de tirar o país de uma crise econômica.

Os metalúrgicos na década de setenta mesclavam revolta com salários injustos, vontade de mudanças na política como o fim da ditadura e fortalecimento dos sindicatos, ou “presidentes” sindicais.

Os “carteiros” buscam demonstrar a deterioração do sistema postal brasileiro, em virtude de fatores anti-econômicos de transportes adotados pelo Brasil, “sucatirização”  dos Correios, aparentando querer (alguém) justificar uma futura privatização e uma quantidade exígua de funcionários.

Os bancários, infelizmente, esses, ainda não compreendi se sua manifestação vem de vontade própria, em virtude, por exemplo, de carga de trabalho estafante em agências cada vez mais lotadas ou se a “vontade” vem da tentativa de justificar e fortalecer a existência de entidades como os cada vez mais politiqueiros (não politizados) sindicatos e órgãos como a Febraban que parecem representar muito mais a vontade dos acionistas dos bancos privados do que o sistema bancário.

Greve que não é somente para reivindicar melhores condições de trabalho e respeito, não é greve, é ato político, injustificável e covarde, por usar meios legais de defesa dos trabalhadores. Fato muito usual nas greves brasileiras como se pôde ler nos últimos três parágrafos acima.


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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cinema


Sabe aquele filme que você não cansa de assistir?

Exemplo: Forrest Gump, 4 vezes; 
              Sonho de Liberdade, 3 vezes;
              Cidade de Deus, 3 vezes;
              Abril Despedaçado, 3 vezes;
              The Dreamers, 3 vezes...

Mas há aqueles que você daria tudo para não ter assistido, que você não entende como um ser dito pensante possa ter gostado de fazer, contracenar ou assistir.

Exemplo: A Alegria, 1 vez;
              Kill Bill, 1 vez;
              Fim dos tempos, 1 vez;
              Melancolia, 1 vez... Graças a Deus!!!

O primeiro, A Alegria, tive o desprazer de assistir na semana passada. Fiquei horrorizado como o dinheiro público pode ser gasto em películas que não transmitem nenhuma mensagem, não tem um roteiro no mínimo compreensível e manga (literalmente) da inteligência alheia com uma patético e apoteótico final de medonhas e incompreensíveis gargalhadas.

Incrível como empresas públicas e até o próprio governo investe nosso dinheiro em coisas que provocam vergonha alheia. Queira Deus, não seja exibido em nenhum festival no exterior!

Acho que a culpa é da imprensa que pressiona nossos cineastas. Se colocam explosões estão sendo Hollywoodianos, se fazem filmes com mensagem, são politicamente chatos, se são não “convencionais”, estão querendo ser europeus.

Acho que o autor daquele filme se revoltou e disse: Vou fazer algo tão incompreensível que ninguém poderá analisar para me criticar!


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domingo, 2 de outubro de 2011

do Poder



Como evitar, como não se tornar tentado? A quem diga que o ser humano é fraco, fácil de convencer, impressionável, previsível.

 “Quer conhecer um homem, dê a ele o poder!” Quem será que disse isso?

Será que poderíamos utilizar outro viés e observamos a natureza? (se bem que também fazemos parte dela...)

Imagine quantos leões, ursos ou tigres já brigaram pelo poder! Ser o macho alfa, o líder da manada, o primeiro a morder o pedaço de carne.

Talvez a diferença entre o “poder” racional e o da natureza, seja a subjetividade, a encenação e as mascaras alegóricas utilizadas na frente do poder. Incrível é que essas características citadas são dos supostos seres racionais.

Sejam presidentes, monarcas, capitalistas, comunistas, terroristas,...,jornalistas, tudoistas,...
Sempre há uma questão supostamente maior para justificar o poder: religião, território, dinheiro, justiça social (kkkk, esse último é o favorito no Brasil)...

Vemos pessoas morrendo todos os dias na televisão, mas não, não é por causa do petróleo do Oriente Médio, nem por questões religiosas, muito menos terra, é o maldito poder!

O que movia Alexandre, o grande (grande carente): precisava de mais terras para a minúscula população da Macedônia ou compensava algo pequeno?

E Napoleão: estava procurando a cura para sua gastrite, ou sua loucura?

Hitler: Devia ser muito religioso, não?

O Bush(qual quer um dos dois): buscar os terroristas, desde que estivessem em um país produtor de petróleo?

“É preciso mostrar que o nosso lado está certo, não importam os meios (como diria Nicolau) somente assim nossa nação encontrará a paz de espírito! Afinal, Deus sempre está do lado de quem vai vencer (como diria Renato).” Assinado: qualquer estúpido ser humano!


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