O que os mineiros e industriários ingleses do século XIX, os
metalúrgicos brasileiros final da década de setenta, os funcionários públicos
gregos na última semana e os funcionários dos correios e bancários brasileiros
têm em comum ?
Além do fato de terem feito ou estarem em greve, NADA MAIS!
Cada um luta pela causa que acha justa, ou pela que acredita
ser.
Os ingleses há mais de cem anos lutavam contra condições de
trabalho absurdas, 12, 14 horas diárias de trabalho, condições insalubres,
salários abusivos.
Os funcionários públicos gregos: contra a atitude
incompreensível do governo grego, indo de encontro a todos os preceitos
econômicos e sociais, dando um "tiro no próprio pé", provocando uma recessão com
intuito de tirar o país de uma crise econômica.
Os metalúrgicos na década de setenta mesclavam revolta com
salários injustos, vontade de mudanças na política como o fim da ditadura e
fortalecimento dos sindicatos, ou “presidentes” sindicais.
Os “carteiros” buscam demonstrar a deterioração do sistema
postal brasileiro, em virtude de fatores anti-econômicos de transportes
adotados pelo Brasil, “sucatirização” dos
Correios, aparentando querer (alguém) justificar uma futura privatização e uma
quantidade exígua de funcionários.
Os bancários, infelizmente, esses, ainda não compreendi se
sua manifestação vem de vontade própria, em virtude, por exemplo, de carga de
trabalho estafante em agências cada vez mais lotadas ou se a “vontade” vem da
tentativa de justificar e fortalecer a existência de entidades como os cada vez mais
politiqueiros (não politizados) sindicatos e órgãos como a Febraban que
parecem representar muito mais a vontade dos acionistas dos bancos privados do
que o sistema bancário.
Greve que não é somente para reivindicar melhores condições
de trabalho e respeito, não é greve, é ato político, injustificável e covarde,
por usar meios legais de defesa dos trabalhadores. Fato muito usual nas greves
brasileiras como se pôde ler nos últimos três parágrafos acima.
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