Existe uma falácia propagada aos quatro ventos de que vivemos na era do conhecimento. Ledo engano! Vivemos sim no mundo cuja informação é cada vez mais acessível, barata e descartável. Basta digitar uma palavra e clicar no botão “pesquisar”: Tudo destrinchado, esmiuçado, desnudado, sem qualquer necessidade de raciocínio, esforço do pensar.
Há um festival de ctrl+c e ctrl+v, até em trabalhos acadêmicos, onde o conhecimento deveria ser gerado e incentivado. Nada se cria, tudo se copia!
Onde foi que a humanidade errou? Onde paramos de pensar por meios próprios e passamos a adotar pensamentos alheios? Onde começamos a ser medíocres leitores e copiadores, sem senso crítico para analisar um simples enunciado de questão de vestibular, ou incapaz de redigir um texto argumentativo sobre um tema proposto?
Vendo as pessoas à volta, fico imaginando se aquele indivíduo que executa um serviço pára ao menos por alguns segundos para fazer uma análise ainda que superficial sobre sua vida, suas atitudes, ou até sobre a mera atividade laboral por ele desenvolvida. Será mais um “bicho” a executar uma ação, ou o ser pensante descendente daqueles que saíram das cavernas, dominaram as florestas e savanas, o fogo, e criou a magia da escrita?!
“... A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, ...Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas informação, não a instrução...Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma,...”.
O parágrafo acima em destaque, são trechos de um obra escrita em 1851 pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Cerca de 160 anos depois, o quanto evoluímos na arte de pensar e na construção do CONHECIMENTO ???
Como diria o Sr. Omar: - Trágico!
.