terça-feira, 19 de julho de 2011

Conhecimento X Informação

Existe uma falácia propagada aos quatro ventos de que vivemos na era do conhecimento. Ledo engano! Vivemos sim no mundo cuja informação é cada vez mais acessível, barata e descartável. Basta digitar uma palavra e clicar no botão “pesquisar”: Tudo destrinchado, esmiuçado, desnudado, sem qualquer necessidade de raciocínio, esforço do pensar.
Há um festival de ctrl+c e ctrl+v, até em trabalhos acadêmicos, onde o conhecimento deveria ser gerado e incentivado.  Nada se cria, tudo se copia! 

Onde foi que a humanidade errou? Onde paramos de pensar por meios próprios e passamos a adotar pensamentos alheios? Onde começamos a ser medíocres leitores e copiadores, sem senso crítico para analisar um simples enunciado de questão de vestibular, ou incapaz de redigir um texto argumentativo sobre um tema proposto?

Vendo as pessoas à volta, fico imaginando se aquele indivíduo que executa um serviço pára ao menos por alguns segundos para fazer uma análise ainda que superficial sobre sua vida, suas atitudes, ou até sobre a mera atividade laboral por ele desenvolvida. Será mais um “bicho” a executar uma ação, ou o ser pensante descendente daqueles que saíram das cavernas, dominaram as florestas e savanas, o fogo, e criou a magia da escrita?!

“... A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, ...Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas informação, não a instrução...Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma,...”.

O parágrafo acima em destaque, são trechos de um obra escrita em 1851 pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Cerca de 160 anos depois, o quanto evoluímos na arte de pensar e na construção do CONHECIMENTO ???

Como diria o Sr. Omar: - Trágico!



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sábado, 2 de julho de 2011

do Amor...

O que será que faz dois seres, ou pelo menos um deles, apaixonar-se pelo outro? Poderíamos pensar cientificamente, falando serem os feromôneos exalados por suas peles, seus cabelos. Ou espirituais, acreditando terem nascidos um para o outro, que suas almas gêmeas necessitam unir-se para evoluírem e serem verdadeiramente felizes neste ou noutro plano. Vai saber! Acho que prefiro acreditar em dois seres pensantes com cérebros desenvolvidos suficientemente para analisarem gostos e preferências, respeito e atitudes, buscando congraçamento de interesses, objetivando uma união estável e feliz. Nossa! Parece coisa de advogado.

Esquece, não sei verdadeiramente no que acredito. Mas o amor, seja lá do que se origine, ou no que interfira, espírito ou cérebro, é simplesmente o sentimento mais sublime que um indivíduo pode ter. Talvez só os humanos possam amar. Será pela nossa mente evoluída, ou será por uma peça ingrata pregada por esta mesma questionável inteligência? É possível que a evolução da inteligência humana tenha nos afetado de tal forma que começamos a criar sentimentos que possam existir somente em peças teatrais ou filmes.

A sublimidade do amor reside no fato de que um ser pode, simplesmente pelo fato de tê-lo, o amor, ser capaz das maiores besteiras em nome do ser amado, ainda que esse amor não seja correspondido. Outro detalhe sobre o amor, é que nunca sabemos se ele existe realmente, até que o sentimento se acabe. Ou seja, não podemos identificar com segurança a presença do amor, apenas a sua ausência. Trágico!

Ah! Tudo isso que foi escrito, acredite, serve para qualquer um dos tipos de amor: Eros, Filia ou Ágape. Pois até este último, o ágape, precisa de certo nível de inteligência para ser gerado, não se sabe a sua real motivação e o principal, poderá sempre ser desacreditado pelo simples fato de que, como todo sentimento, é invisível aos olhos humanos.

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